I a.m., 2017

 

 

I a.m., 2017
Cianotipia intervencionada
70 x 100 cm
Ed. 1/5

 

Reflexão

O cabelo é visto há séculos como uma peça chave de identificação dos géneros. Desde a Antiguidade Clássica que os cabelos compridos são sinónimo de feminino – Afrodite, a deusa do amor, por vezes tapava-se apenas com os seus cabelos.

Segundo o sociólogo britânico Anthony Synnott, o cabelo é o símbolo mais poderoso de identidade individual e de grupo, e “sexos opostos devem ter cabelos opostos”. O dermatologista Kurt Stenn, no seu livro Hair: a Human History, acrescenta que é praticamente universal a ideia cultural de que as mulheres têm cabelo mais comprido do que os homens.

Ao longo da história, só excepcionalmente o cabelo comprido foi um luxo masculino e um símbolo socioeconómico, como as perucas da corte de Luís XIV. Outro exemplo histórico que espelha esta ideia é o caso de Joana d’Arc, que cortou o cabelo para combater porque tanto o cabelo curto como a guerra eram elementos masculinos.

Quando o casal se depara com condições ou genéticas ou patológicas que levam à perda do cabelo, decidem registar a sua aparência no momento presente e reflectir sobre a importância do cabelo enquanto indicador de papel social de género e da representação que implica para o próprio e para o outro.

 

Exposição
14/04/2017 – You no speak americano original, CAM – Casoria Contemporary Art Museum, Nápoles – Itália.

 

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